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"Quem irrita"

Autor: coluna Ooops

Buscar na Web "coluna Ooops"

Quando: 16/02/2009

Basta observar o ibope para notar que, cada vez mais, quadros que abordam o sofrimento alheio, ainda que tentem resolvê-lo, estão perdendo o interesse do telespectador.

 

Demorou, mas, graças à Deus, as pessoas começaram a cair em si.



Escrito por cá aqui às 16h27
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"sobre Alma Gêmea - do livro Comer, Amar, Rezar"

Autor: Elizabeth Gilbert

Buscar na Web "Elizabeth Gilbert"

Quando: 2006

- Acho que o motivo pelo qual é tão difícil para mim esquecer esse cara é que eu realmente achava que David fosse minha alma gêmea.

- Provavelmente era. O problema é que você não entende o que essa expressão significa. As pessoas acham que alma gêmea é o encaixe perfeito, e é isso que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo o que está prendendo você, a pessoa que chama a sua atenção para você mesmo para que você possa mudar a sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam as suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea para sempre? NÃO. Dói demais. As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora. Acabou... a missão do David era acordar você, tirar você daquele casamento do qual você precisava sair, destroçar um pouquinho o seu ego, mostrar os seus obstáculos e vícios, despedaçar o seu coração mole para uma nova luz poder entrar, deixar você tão desesperada e fora de controle que você fosse obrigada a transformar a sua vida... Essa era a função dele, e ele foi ótimo, mas agora acabou. O problema é que você não consegue aceitar isso, que esse relacionamento tinha um prazo de validade curto. Você parece um cachorrinho cheirando lixo, baby. Fica lambendo uma lata vazia, tentando tirar mais comida lá de dentro. E, se não tomar cuidado, essa lata vai ficar presa no seu focinho para sempre e tornar a sua vida infeliz. Então largue isso.



Escrito por cá aqui às 22h35
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"do prospecto 'A CABRA ou QUEM É SYLVIA'"

Autor: EDWARD ALBEE

Buscar na Web "EDWARD ALBEE"

Todos nós escrevemos porque não gostamos do que vemos e nós gostaríamos que as pessoas fossem melhores e diferentes.



Escrito por cá aqui às 14h36
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"Entre ossos e a escrita"

Autor: Maitê Proença

Buscar na Web "Maitê Proença"

… desconfio dessas moças de trinta e quarenta que, lindas, dizem agora sim ter atingindo o ápice de não sei o quê, e que estão muito bem sozinhas porque, donas de seus narizes, podem se dar totalmente ao trabalho e aos prazeres da vida. Mentira. Elas tomam remédios para dormir e choram frustradas, sem entender por que, com tudo em cima, não conseguem um parceiro para encher de beijos e dizer “te amo” …



Escrito por Ana Paula Mathias às 16h52
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"El grafógrafo - textos y relatos "

Autor: Salvador Elizondo

Buscar na Web "Salvador Elizondo"

Quando: 1972

Escrevo. Escrevo que escrevo. Mentalmente me vejo escrever que escrevo e também posso me ver a me ver escrevendo. Lembro de mim já escrevendo e também me vendo escrever. E me vejo lembrando que me vejo escrever e me lembrando que me vejo lembrando que escrevia e escrevo me vendo escrever que me lembro de ter visto escrever que me via escrevendo que lembrava de ter me visto escrever que escrevia e que escrevia que escrevo que escrevia. Também posso me imaginar escrevendo que já havia escrito que me imaginaria escrevendo que havia escrito que imaginava a mim escrevendo que me vejo escrever que escrevo.



Escrito por Ana Paula Mathias às 15h50
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"A Mulher De 30"

Autor: Honoré de Balzac

Buscar na Web "Honoré de Balzac "

Quando: há 150 anos

Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer.



Escrito por Ana Paula Mathias às 09h45
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"Referências Complexas - M&M"

Autor: Faris Yahob

Buscar na Web "Faris Yahob"

Quando: 14/01/2008

Lidamos com os clientes como se eles fossem nossos professores na escola: eles passam deveres de casa que nós fazemos para agradá-los somente, temos medo deles e não saímos com eles, conversamos pouco com eles.



Escrito por Ana Paula Mathias às 11h35
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"do livro 'A Profecia Celestina'"

Autor: James Redfield

Buscar na Web "James Redfield"

“Quantas pessoas você conhece obcecadas com o trabalho ou do tipo que sofrem de males relacionados ao estresse e não conseguem diminuir a marcha. Não conseguem porque usam sua rotina para distrair-se, para restringir a vida apenas às suas considerações práticas. E fazem isso para evitar a lembrança de como se sentem inseguras em relação ao motivo de estarem vivas.”



Escrito por Ana Paula Mathias às 12h52
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do livro 'O Caçados de Pipas'

Autor: Khaled Hosseini

Buscar na Web "Khaled Hosseini"

Se te queres sentir-se rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.



Escrito por Ana Paula Mathias às 15h52
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"Revista QUEM Acontece"

Autor: Caco Barcellos

Buscar na Web "Caco Barcellos"

Quando: 15/06/07

Claro que gosto de grana, mas nenhum avanço econômico me fascina se implica infelicidade. Coisas que me levem a ter mais e ser menos feliz não têm sentido.



Escrito por Ana Paula Mathias às 15h50
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"livro: Homens sem máscaras"

Autor: Luiz Cuschnir

Buscar na Web "Luiz Cuschnir"

Apesar de precisar muito da liberdade de ir e vir, atender a anseios e desejos de conquistas em geral, não é só de agito e baladas que vive o homem.



Escrito por Ana Paula Mathias às 08h49
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"O amor com hora marcada"

Autor: Moacyr Scliar

Buscar na Web "Moacyr Scliar"

Quando: Folha de SP - 18/06/07

No começo aquilo parecia apenas o resultado de uma atitude prática, racional. Profissionais ambos, ele médico, ela advogada, e sempre às voltas, ambos, com uma agenda sobrecarregada, deram-se conta de que os encontros teriam de ocorrer em horários rigorosamente marcados. O que não deveria ser um obstáculo para a paixão que ambos sentiam, que parecia firme e duradoura. De fato, no começo foi assim. Encontravam-se em um hotel, no centro da cidade, em dia e hora previamente estabelecidos. O tempo que podiam passar juntos em geral não ultrapassava 45 minutos, aparentemente mais que suficientes. Mas então uma sutil mudança foi se operando nela. Mulher fogosa, continuava motivada pelo desejo; porém mostrava-se cada vez mais fixada no tempo, no controle do tempo. O relógio -um pequeno despertador que sistematicamente extraía da bolsa e colocava sobre a mesa de cabeceira- passou a mobilizar boa parte de sua atenção. Por cima do ombro nu do parceiro, olhava constantemente o mostrador, acompanhando a marcha implacável, porém fascinante, dos ponteiros. De início ele não se deu conta do que sucedia; mas então ela disse que precisavam organizar melhor a agenda do encontro, em função, claro, do pouco tempo de que dispunham. Mulher racional, extremamente prática e disciplinada, tinha uma proposta nesse sentido. Extraiu da bolsa uma folha de papel e pôs-se a ler o que se constituía num verdadeiro e esquemático regulamento do encontro. A primeira e fundamental condição era a pontualidade. Teriam de chegar ao hotel exatamente na hora prevista. O tempo para tirar a roupa seria de três minutos. Os cinco minutos seguintes seriam destinados a carícias prévias sem as quais (isto ela admitia, ainda que com relutância) o coito poderia se tornar muito brusco. Estavam previstos cinco beijos, cada um com a duração de 15 segundos; para palavras amorosas, seis minutos e assim por diante. O ato sexual propriamente dito duraria, isso de acordo com trabalhos especializados, 11 minutos. Depois, banho, vestir-se, sair -tudo cronometrado. Poderia funcionar bem. Mas em matéria de pontualidade ele não chegava aos pés dela. Inevitavelmente, e também por causa do consultório movimentado, atrasava-se, o que, inicialmente, ela aceitou: afinal, amavam-se. Mas quando os atrasos se tornaram constantes, ela começou a impor sanções: corte nas carícias prévias, diminuição do número de beijos. Acabaram rompendo. Ele agora tem uma nova namorada, menos fogosa, porém menos preocupada com o relógio. No último Dia dos Namorados, ela lhe deu de presente uma ampulheta, que ele conserva sobre a mesa do consultório. De vez em quando, fica a olhar a areia escorrendo, o que lhe provoca interessantes reflexões sobre a transitoriedade da existência.

Obs.:Marcar hora para transar pode contrariar a lógica do desejo, mas é mais comum do que parece. O sexo previamente agendado é o habitual para 41% dos chineses que participaram de um estudo que ouviu mais de 5.000 pessoas em 26 países. O Brasil está em segundo lugar na lista, com 12% dos entrevistados estipulando horário para a relação sexual.



Escrito por Ana Paula Mathias às 10h47
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"Sobre peitos e pintos"

Autor: Dr. Dráuzio Varella

Buscar na Web "Dr. Dráuzio Varella"

“No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas eles não se lembrarão para que servem.”



Escrito por Ana Paula Mathias às 12h43
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do livro "O caçador de pipas""

Autor: Khaled Hosseini

Buscar na Web "Khaled Hosseini"

Quando: 2003

Se sois efetivamente meu pai, então manchastes vossa espada com o sangue de vosso filho. E fizestes isso por vossa própria obstinação. Pois procurei converte-lo ao amor e implorei chamando o vosso nome, já que julguei encontrar em vós as qualidades de que minha mãe tanto falava. Mas foi em vão que apelei para vosso coração e, agora, é tarde demais para qualquer aproximação.



Escrito por Ana Paula Mathias às 10h03
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do livro "Janey Wilcox - Alpinista Social""

Autor: Candace Bushnell

Buscar na Web "Candace Bushnell"

Quando: 2003

A beleza é muito boa à primeira vista; mas quem é que consegue vê-la quando ela já faz parte da casa há três dias?



Escrito por Ana Paula Mathias às 15h11
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"O Príncipe das Marés"

Autor: Pat Conroy

Buscar na Web "Pat Conroy"

Aprendi com minha mãe que a lealdade é a máscara bonita que a pessoa usa quando baseia a vida inteira em uma série de mentiras terríveis.



Escrito por Ana Paula Mathias às 20h24
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"Revista da Folha"

Autor: Betty Milan

Buscar na Web "Betty Milan"

Quando: 12/03/2007

O amor é como Sarah Bernhardt, que só entrava em cena quando estava pronta. Ou como João Gilberto, cujo show só começa quando a qualidade do som é como deve ser e ele dá o seu OK.



Escrito por Ana Paula Mathias às 17h22
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"Carpe Diem"

Autor: Rubem Alves

Buscar na Web "Rubem Alves"

"Carpe Diem" quer dizer "colha o dia". Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.



Escrito por Ana Paula Mathias às 14h00
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"FODA-SE"

Autor: Millôr Fernandes

Buscar na Web "Millôr Fernandes"

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional a quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!?" O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho (a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. "Prá caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Prá caralho"? "Prá caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas prá caralho, o Sol é quente prá caralho, o universo é antigo prá caralho, eu gosto de cerveja prá caralho, entende? No gênero do "Prá caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicinio. Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um PHD "porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem-estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça. E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e sai a rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios. E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Liberdade, igualdade, fraternidade e "foda-se!!!"



Escrito por Ana Paula Mathias às 23h45
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"Para pensar"

Autor: Mário Quintana

Não quero alguém que morra de amor por mim... Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando. Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade. Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível... Só quero que meu sentimento seja valorizado. Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto. Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho... Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... E não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo. Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz. Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim". Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ela é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento. Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena!!!



Escrito por Ana Paula Mathias às 20h48
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"A atual vergonha de ser brasileiro"

Autor: Affonso Romano de Sant´Anna

Quando: Jornal "O Globo"

Que vergonha, meu Deus! ser brasileiro e estar crucificado num cruzeiro erguido num monte de corrupção. Antes nos matavam de porrada e choque nas celas da subversão. Agora nos matam de vergonha e fome exibindo estatísticas na mão. Estão zombando de mim. Não acredito. Debocham a viva voz e por escrito É abrir jornal, lá vem desgosto. Cada notícia é um vídeo-tapa no rosto. Cada vez é mais difícil ser brasileiro. Cada vez é mais difícil ser cavalo desse Exu perverso nesse desgoverno terreiro. Nunca vi tamanho abuso. Estou confuso, obtuso, com a razão em parafuso: a honestidade saiu de moda a honra caiu de uso. De hora em hora a coisa piora: arruinado o passado, comprometido o presente, vai-se o futuro à penhora. Valei-me Santo Cabral nessa avessa calmaria em forma de recessão e na tempestade da fome ensinai-me a navegação. Este é o país do diz e do desdiz, onde o dito é desmentido no mesmo instante em que é dito. Não há lingüista e erudito que apure o sentido inscrito nesse discurso invertido. Aqui o discurso se trunca: o sim é não. O não, talvez. O talvez, nunca. Eis o sinal dos tempos este é o país produtor que tanto mais produz tanto mais é devedor. Um país exportador que quando mais exporta mais importante se torna como país mau pagador. E, no entanto, há quem julgue que somos um bloco alegre do ‘‘Comigo Ninguém Pode’’ quando somos um país de cornos mansos cuja história vai dar bode. Dar bode, já que nunca deu bolo, tão prometido pros pobres em meio a festas e alarde onde quem partiu, repartiu ficou com a maior parte deixando pobre o Brasil. Eis uma situação totalmente pervertida -- uma nação que é rica consegue ficar falida, o ouro brota em nosso peito, mas mendigamos com a mão, uma nação encarcerada que doa a chave ao carcereiro para ficar na prisão. Cada povo tem o governo que merece? Ou cada povo tem os ladrões a que enriquece? Cada povo tem os ricos que o enobrecem? Ou cada povo tem os pulhas que o empobrecem? O fato é que cada vez mais mais se entristece esse povo num rosário de contas e promessas num sobe e desce de prantos e preces. C’est n’est pas um pays sérieux! já dizia o general. O que somos afinal? Um país-pererê? folclórico? tropical? misturando morte e carnaval? Um povo de degradados? Filhos de degredados largados no litoral? Um povo-macunaíma sem caráter-nacional? Por que só nos contos de fada os pobres fracos vencem os ricos nobres? Por que os ricos dos países pobres são pobres perto dos ricos dos países ricos? Por que os pobres ricos dos países pobres não se aliam aos pobres dos países pobres para enfrentar os ricos dos países ricos, cada vez mais ricos, mesmo quando investem nos países pobres? Espelho, espelho meu! há um país mais perdido que o meu? Espelho, espelho meu! há um governo mais omisso que o meu? Espelho, espelho meu! há um povo mais passivo que o meu? E o espelho respondeu algo que se perdeu entre o inferno que padeço e o desencanto do céu.



Escrito por Ana Paula Mathias às 19h37
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