Dig Dig Dig Ê!
Escrito por Ana Paula Mathias às 19h08
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"El grafógrafo - textos y relatos "
Autor: Salvador Elizondo
Buscar na Web "Salvador Elizondo"
Quando: 1972
Escrevo. Escrevo que escrevo. Mentalmente me vejo escrever que escrevo e também posso me ver a me ver escrevendo. Lembro de mim já escrevendo e também me vendo escrever. E me vejo lembrando que me vejo escrever e me lembrando que me vejo lembrando que escrevia e escrevo me vendo escrever que me lembro de ter visto escrever que me via escrevendo que lembrava de ter me visto escrever que escrevia e que escrevia que escrevo que escrevia. Também posso me imaginar escrevendo que já havia escrito que me imaginaria escrevendo que havia escrito que imaginava a mim escrevendo que me vejo escrever que escrevo.
Categoria: Citação
Escrito por Ana Paula Mathias às 15h50
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Varal. É dessa maneira que as peças da criação são expostas para a agência inteira. Todo mundo passa, olha e dá o seu pitaco. Não sei se isso acontece somente nas épocas de concorrência (estamos em uma) ou sempre. Minha opinião: totalmente válido. Porque nem sempre tudo que se é criado é entendido pelo público final. Sempre fui a favor. Quando esse recurso não fazia parte das outras agências que trabalhei, eu mesma passava o texto de mão em mão pra checar se todos entendiam o que eu queria dizer. Interpretação de texto. Cada um tem a sua, porém, a mensagem tem que se unânime. Não sou a típica egocêntrica. Muito menos tenho a pretensão de achar que tudo que coloco a mão sai perfeito. Por causa do lance da inspiração. Às vezes ela quebra as minhas pernas e o job é pro mesmo dia. Aí, fud...
P.S.: isso pareceu o início de uma palestra. Só falta terminar: ‘OBRIGADA’.
P.S.2 (importantíssimo): valiosíssimo salientar aqui que, todos os pitacos, são provenientes de pessoas que entendem do assunto, ou seja, MERCADO PUBLICITÁRIO. Quem não entende (ou não estudou comunicação), nem se atreve a meter o bedelho.
Escrito por Ana Paula Mathias às 14h39
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‘Sécrétions Magnifiques’ é o nome da linha de perfumes com odores de sangue, suor, saliva e sêmen. O pior não é isso. O pior é que tem gente que compra isso, isso, isso... O que seria isso? Aliás, o que seria uma pessoa que gostasse de fragrâncias como estas? Louca? Exótica? (Péééééééé).

‘A companhia afirma que a marca é uma "declaração de independência do universo comum da perfumaria clássica". A Vá! Ninguém merece essa desculpinha’.
Escrito por Ana Paula Mathias às 10h10
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Vidas paralelas e segredos. É sobre isso que trata o livro ‘O guardião de Memórias’, primeiro romance de Kim Edwards. Passagens marcantes que resumem bem o efeito borboleta da vida: uma borboleta bate asas aqui no Brasil e vai refletir lá longe no Himalaia. O sentido da vida de todas as pessoas envolvidas é afetado em decorrência da atitude de uma só pessoa (a borboleta). Já vi o assunto em uma das novelas da Globo (daí o realismo bem retratado na obra). Preciso lembrar o nome................ Páginas da Vida. Pronto! A atriz Regina Duarte adota a menina com Síndrome de Down porque a avó (vivida pela atriz Lília Cabral) a rejeitou na maternidade. Pois é, E-MO-CI-O-NAN-TE. E muito bem amarrado, ou seja, não tem um estilo todo Saramago de ser...rs.
Escrito por Ana Paula Mathias às 09h58
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Conversas
- Você tem 1000 DVDs em casa?
- Tenho. Tudo pornô.
- rá, rá, rá... Logo imaginei.
- De novo?
- Pois é. Cansei. Já cheguei falando: “Hoje você não bebe porque eu quero dar”.
- rá, rá, rá... me matei agora.
- Amiga, tô cansada das brochadas.
- A mulher tem um dom, cara.
- Vai me dizer que é o dom de procriar?
- Lógico que sim!
- Fia, isso não é dom, é defeito de fabricação.
- Azedo! Não quero mais brincar.
Escrito por Ana Paula Mathias às 18h54
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Sem tempo de estar aqui hoje. A coisa boa: consegui instalar o MSN no meu PC. Eu não, né? O mocinho da TI. Inteligentíssimo, o JP. Aos poucos, minha baia fica cada vez mais personalizada. Já pendurei um triângulo de energia, tenho um puff de celular, dicionários do meu lado, um pote com vários lápis (eu amo lápis), um calendário, dois cadernos novinhos (ainda tive dó de usar, mas vai passar) e uma garrafa de água mineral. Como se não bastasse, um dos diretores de arte pendurou a tela plana de um dos computadores de frente para o departamento de criação. Virou um super vídeo wall (rsrs). Xô vê? Agora tá passando o DVD da banda Roupa Nova: “Se a lenda dessa paixão faz sorrir ou faz chorar / O coração é quem sabe...”.
Escrito por Ana Paula Mathias às 17h51
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Li esse texto na Revista da MTV e achei o máximo. O Deus do inferno é o próprio Deus com princípios não-éticos quando comparado com os preceitos da humanidade. Vale a pena. Por Waldemar Neves.

‘Estou no inferno. Rua Augusta, 501, Consolação, São Paulo. É aqui que passo as minhas noites depois de “trabalhar”. Do canto do balcão, tomo minha cachaça e reflito sobre a vida, assistindo bandas independentes de nomes pretensiosos e inúteis, como os Dead Rats ou os Surfmotherfuckers.
Meu nome também é despretensioso e inútil. Chamo-me Deus. Escolhi depois, com bases nos fatos.
Se eu não achasse arte uma bobagem conceitual, poderia me considerar simplesmente um artista. No entanto, estou acima disso. Sou um criador. De vida. E isso não é metáfora: minha especialidade é fazer filhos.
Assim como Deus, sou contra camisinha e aborto. Odeio chupar bala com papel. E acho aborto uma injustiça com a mulher. Todos sabem que a mulher é biologicamente concebida para engravidar. A cada mês que não engravida, seu corpo manda uma mensagem de tragédia: a TPM. Depois, chora sangue.
Minha santa vocação não me permite deixar as mulheres sofrerem. Por isso as engravido. Hoje, engravidei mais uma. Chama-se Maria e está noiva. Prefiro mulheres compromissadas porque meus filhos precisarão de pais que cuidem deles.
Maria, apesar de não ser virgem, é divina. Conheci-a na feirinha da Praça Benedito Calixto, acompanhada do noivo. Segui-os por uns dias e adquiri conhecimento suficiente para me introduzir em sua rotina e seduzi-la.
Típica mocinha da Vila Madalena, Maria é do tipo romântica. Adora (como todas as românticas) encadear coincidências casuais e torná-las indícios de uma força maior, um destino do qual ela não pode escapar. E, para alguém chamado Deus, não há melhor aliado que o Destino.
Aqui cabe dizer que, apesar do que possa parecer, não sou infalível. Sou um Deus que erra (afinal, diferentemente do deus bíblico, eu existo). Entre perfeição e erro, fico com o segundo. Gosto de arriscar. E, com mulheres, quem arrisca, petisca. Se não petisca, pelo menos aprende alguma coisa. É esse o princípio fundador da Escola da Vida.
Além disso, não me interessa o amor platônico porque não farei meu filho com a ajuda de nenhum Espírito Santo. Meu negócio é com a carne e com os prazeres que só ela proporciona.
Apesar de minha experiência com alguns atalhos, a conquista jamais pode se tornar artificial. Deixo-me envolver de verdade e me apaixono profundamente por todas as mulheres com quem me relaciono. Afinal, serão as mães de meus filhos. E, com Maria, não foi diferente.
No entanto, como já disse, agora estou no Inferno. De corpo e alma. Tento exorcizar a presença de Maria do meu coração. Mesmo apaixonado, não posso me dar ao luxo de me prender a uma só mulher. Um homem, cujo objetivo é a geração de vidas, tem que fazer uso de sua biologia e espalhar sua semente com a maior freqüência possível. Só que, por mais que essa seja uma escolha consciente, ela não é nada fácil.
Passei hoje minha última tarde de amor com Maria. Tenho certeza de que ela engravidou. Depois, ficamos ouvindo, abraçados em posição fetal, o melado som de Marisa Monte. Foi a melhor forma de me despedir sem dizer adeus.
Talvez por isso agora eu esteja aqui ouvindo essas bandas podres e barulhentas, virando essa amarga cachaça. Esgotou-se minha tolerância para a doçura. De doce, já basta a vida. E, aqui no Inferno, posso dizer: Há Deus. Eu.'
Escrito por Ana Paula Mathias às 17h58
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Ellen Page e Diablo Cody
Escrito por Ana Paula Mathias às 14h00
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De toda lenga-lenga do Mastercard, eu vou lá pra conclusão.

‘Fazer as unhas no meio do expediente: não tem preço.
Tem coisas que nem o Mastercard faz por você.’ Rá.
Escrito por Ana Paula Mathias às 09h45
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O mundo já é esquisito. E as pessoas não fazem a mínima força para deixarem de ser estranhas. Bah!
Escrito por Ana Paula Mathias às 08h33
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Genial é pouco. Dá uma olhada o que a Thrifty – empresa com mais de 1300 franquias de locação de veículos – fez para o Dia dos Namorados. Foi veiculado na semana passada. Por mais que eu não seja especializada no assunto, o marketing de guerrilha enche os meus olhos.

Escrito por Ana Paula Mathias às 15h34
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Engraçado. Lembrei de você hoje. De ter batido a sua porta, de ter implorado por amor e prometido parecer com a ex. Isso incluía pintar o cabelo de loiro, colocar lentes de contato de uma cor clara, aprender a ter voz de taquara rachada, trocar o guarda-roupa por peças bregas, trabalhar em algo que não fazia sentido algum, ter amigas mascaradas, tomar banhos em leite integral, fazer uma plástica para parecer a Betty Boop, usar sempre o mesmo sapatinho marrom sem graça e cortar o pescoço fora. Tudo isso eu queria fazer naquela época. Tudo pra ter você de volta. Engraçado foi essa lembrança! E você só ocupou novamente a lembrança mediante a tristeza alheia. Porque você vem sempre assim: com o sofrimento de alguém. Como um pacotinho pronto pra causar o impacto da destruição. Homem-bomba. Na época, não era óbvio assim que eu seria a mulher mais infeliz do planeta. Não era tão claro o quanto eu ficaria à mercê de todos os planos e amigos. Não era tão nítido que eu perderia todos os meus também. Engraçado como a ficha não caía. E, enquanto ela não caía, eu me banhava em remédios para dormir. E achava bonito. Bonito, não. Achava que a vida havia acabado quando acabava de começar. Pra quê? Pra achar tudo isso uma baita piada hoje. Engraçado...
Escrito por Ana Paula Mathias às 15h33
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Com o mote ‘Imagine o poder de AXE’, a BBH de NY polemizou a disputa política com a campanha abaixo. Se foi veiculado (informação que não tenho), com certeza dará muito pano pra manga. Politizar a propaganda dessa maneira explícita, atribulando o efeito que o produto causaria até em Hillary Clinton – candidata ao cargo da presidência do EUA - nem sempre faz com que o lado “agredido” fique pianinho.

Escrito por Ana Paula Mathias às 15h32
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Li uma frase hoje: “encontros de amor são as mais belas celebrações da vida”.
Bem apropriado para o dia. O problema é quando somente uma parte toma conhecimento desse encontro. Todos os meus dilemas começariam se eu não tivesse 30 anos. Por exemplo: eu estaria chorando nesse momento se não tivesse que me preocupar com que roupa eu vou sair na quinta-feira agora. Isso é muito mais importante, convenhamos. Eu poderia estar olhando para o telefone e, com a força do pensamento HIRO, imaginá-lo tocar nesse instante. Por outro lado, faço uma vistoria geral no meu PC tentando encontrar o motivo pelo qual ele não conecta o MSN. Eu poderia me revoltar contra o sentimento mais bonito do mundo. De novo. Na verdade, eu não vejo a hora de ir pra praia no feriado da Páscoa. Viu como é bom ter 30?
Escrito por Ana Paula Mathias às 14h06
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Santa Isabel, SP
- Ainda bem que a Ana não bebe. Se bebesse, ela já tava lá em cima pendurada.
Comentário hilário que ouvi depois de dançar a música inteira dos Menudos. Lembro a coreografia de cabo a rabo. E me mato nos passinhos. Tem vídeos e fotos pra rememorar o momento FOREVER. E morrer de rir todas as vezes que eu vir.
P.S.: quem falou que as pessoas precisam de bebida para superar o que quer que seja.
Escrito por Ana Paula Mathias às 13h25
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