Qual é o problema quando você está quieta no seu canto? Por que as pessoas são tão irritantes? E os momentos de reflexão? Onde estão? Deus, me ajude. Não preciso de força, preciso de algo além disso.
Juro que, se alguma empresa faz isso aí na praia em que estou, toma um processo daqueles (quer dizer, caso eu não morresse do coração antes). Onde já se viu?
Só uma foto hoje. Porque é o meu dia de folga da agência (todo aniversariante tem esse presente). E também não quero escrever nada porque hoje é o dia em que eu nasci. Vou fazer coisas diferentes. Não escrever é diferente. Vou indo. Meu dia está lotado. Ai que dilícia!!!!
Meu primeiro presente de aniversário chegou antes. Hoje, dia 30 de janeiro, eis que recebo uma multa por dirigir em alta velocidade. Mas que alta velocidade é essa quando eu estava a 72 km/h e o permitido era 70? Máfia dos infernos.
P.S.1 - uma coisa me preocupa mais do que isso: ainda não fiz minha mala para o carnaval. Quase quinta-feira e eu na maior blazezisse da vida. Ai, como é bom ser supérflua de vez em quando!
P.S.2 - contentíssima porque a festa do meu aniversário (que vai rolar amanhã) tá cheia de gente querida. Flashback ainda é uma boa pedida. Anota aí.
Acabei de ler a crítica feita por Sylvia Colombo do filme ‘Meu nome não é Johnny’ na página do Ilustrada no Cinema. Tá certo que eu não entendo nada de cinema, mas entendo a marca de 1 milhão de espectadores na semana de estréia. Mete a boca em tudo: desde Cássia Kiss até os figurantes. Cléo Pires? Parece que a moça não é merecedora nem de críticas ruins. Quanto mais das boas. Não vi nem ¼ de tudo o que ela cita. POR-ME-NO-RI-ZA-DO. Ainda sou da escola que cita que todo crítico é um pseudo-profissional na área, mal-remunerado e revoltado. E chega ao fim com a conclusão: “É difícil adivinhar a que mais se presta o longa a não ser para abrir espaço para uma arrastada egotrip de Selton Mello.”. E ponto.
Bow! Apagaram-se as luzes. A agitação também. A música não existia mais. Não, não era mero pressentimento a sensação de câmera lenta. Não havia alguma vida ao redor a não ser por aquelas duas pulsações soltas em meio à multidão. O único facho de luminosidade existente naquela sala redonda e pé direito alto, apontava para os seus corpos. Ela olhou acima de sua cabeça e viu que o mesmo foco de luz se dividia em dois. De propósito. Nunca presenciou uma cena daquela. Estranho, pensou. Na verdade ela tentava ganhar tempo para afastar a tensão que começara a fazer suas mãos suarem frio. Estavam de frente um do outro a uma distância de quinze passos. Quinze passos e dez anos era o tempo que os separava. E agora, sem querer, seus olhos já haviam se cruzado. Foi esse o motivo porque tudo estava paralisado. Não sei quanto tempo passaram ali, encarando o presente, enquanto as pessoas-estátuas se sufocavam com a respiração parada, torcendo para que um deles fizesse algum momento. Uma piscada de olhos era o suficiente para que o tempo e espaço voltassem ao normal. Alguém abriu a porta. Porque o mundo afora daquela sala redonda e pé direito alto continuava a viver os seus dias de glória ou aflição. Ela abaixou a cabeça e andou na direção contrária.
Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer.
Não que eu esteja necessariamente morrendo de sono. O problema é outro livro. Fui dormir às 3h da matina. Não consigo largar e a consciência pesava só de pensar na quantidade de trabalho do dia seguinte... ups!... das próximas 5 horas.
Balzaca. Só amanhã. Balzaca em forma de água. Só depois de amanhã em São Luiz do Paraitinga. E não é que já estão chamando a nossa casa de ‘A CASA DAS 7 MULHERES’? Amei o apelido. Tanto que coloquei no msn.
De um mocinho que não me conhece, recebi o pensamento mais inteligente dos últimos tempos:
“Ás vezes o negócio é fazer com que até os esforços contrários dessas pessoas funcionem a nosso favor. Isso exige planejar à frente e enquanto eles agem pensando que estão te ferrando estão exatamente puxando mais uma cordinha pra algo funcionar a seu favor. É trabalhoso!”
Só tenho que agradecer as sábias palavras. É um filósofo dos tempos modernos. Nota 1.000!
M. está morando no Rio de Janeiro. Na Urca. Se eu tivesse escolhido a opção ‘esticar para a Vila Madalena’ ontem, teria dado com a cara em seu ex-apartamento. Fiquei triste porque queria prolongar as inspirações das aulas da ESPM. Só três pessoas conseguem isso na minha vida. M. é uma delas. Tá certo que o convite de ir ao Rio aconteceu, mas não é a mesma coisa que dar um pulo a qualquer hora, logo aqui. Sem contar que tenho pavor das cores das linhas: linha amarela, linha vermelha, linha, linha, linha. Não sei qual delas é a mais violenta. Daí, M. falou:
- A Urca é perto do aeroporto. Relaxa.
Pra mim, deu no mesmo. Porém, a saudade é forte. Talvez eu engula todo o pânico, talvez engula uns quatro calmantes de uma vez só.
Quem pensar em perder a balada do meu aniversário (esta já agendada e reservada), não só perderá a minha presença (rs) como também, perderá a balada de néon. Saca as fotos. Puro néon.
“Tudo bem... queremos meninas legais, sexy, saradas, bonitas, inteligentes e boazinhas. Muito fácil falar, mas quando aparece uma assim, de bandeja, a primeira coisa que a gente pensa é: oba, me dei bem!
Ficamos com ela uma vez, duas. Começamos a pensar que essa é a mulher que nossas mães gostariam de ter como noras. Se sair um relacionamento, será uma relação estável. A gente vai buscá-la na faculdade, vamos ao cinema, num barzinho, vai ter sexo toda a semana. Tudo básico. Até virar uma rotina sem graça. Aí, a gente começa a olhar os caras bem vestidos e bem humorados indo pra balada arrasar com a mulherada e morremos de inveja. Sentimos falta de dar aquelas cantadas infalíveis na noite, falta de dar umas olhadas pra uma gata, ou de dar aquela dançadinha mais provocativa na pista. A gente pensa: Acho que não estou pronto pra isso, pra me enclausurar pro resto da minha vida nesse relacionamento. E a boa menina, legal, sexy, sarada, bonita e inteligente se transforma numa MALA e, aos poucos, vai surgindo uma pequena raiva dela, até se tornar aversão total. Quando a gente vê o nome dela no celular, não dá nem vontade de atender. JÁ ERA! Daí, aquela promessa de vida estável vai por água abaixo. Se a menina não se dá conta, começamos a ser grossos, muito grossos mesmo. E a pobre menina pensa: O que eu fiz de errado? Ela não fez nada. A culpa é inteiramente nossa.
Aí, a gente volta naquela vidinha, que odiávamos até duas semanas atrás. A gente não vê a hora de sair e arrasar na noite. Quem sabe pegar aquela gostosôna que sempre quisemos.
GRANDE DESILUSÃO. A gente chega em casa depois da balada, sozinho e fica tentando descobrir porque não estamos satisfeitos. De repente, foi porque a menina da night, a tal gostosôna, ficou conosco e, nem por isso, pediu o número do telefone.
FRUSTAÇÃO. Daí, por mais que a gente não queira, pensamos na menina boazinha, legal, sexy, sarada, bonita e inteligente, que deixamos pra trás. Ela podia ter os seus defeitos, mas era uma menina boazinha, que ficaria ao nosso lado, nos apoiando e dando valor. Enquanto isso, a boa menina, agora chateada e lesada, custa a entender o que foi que ela fez para que a gente se afastasse dela. Daí, que essa dúvida vira ANGÚSTIA, que vira RAIVA, até o dia que ela mandará tudo pra PUTA QUE PARIU!!!
Não quer mais saber de nada, só de sair, zoar, sair, beijar, sair, transar e sair com outros caras. Resolve não se envolver mais para nunca mais sair chateada e lesada.
Muito bem, acabamos de criar uma MOSTRA. O tempo passa e a gente continua na mesma. Volta a reclamar da vida e das mulheres. Elas só querem saber de homens cachorros e não estão nem aí pra gente.
Elas são assim por nossa CULPA. A mulher da night de hoje, era a boa menina de outro homem ontem e assim sucessivamente. Provavelmente, essa sua ex-boa menina, legal, sexy, sarada, bonita e inteligente, deve estar enlouquecendo a cabeça de outro homem por aí. E nós a perdemos para sempre. Ela se tornou uma mulher enlouquecedora. O pior é que a encontramos numa balada. E ela? Nem olhou na nossa cara (e estava mais linda do que nunca)”.
Essa turma da Nódesign (link p/ o site) são amigos do Thiago, um dos meninos que formam a trinca de criação comigo e o Bruno (esse último em lua-de-mel). Num dia vagal, eu perguntava pra todos o que eu poderia dar para o meu irmão que vai casar em julho deste ano (falando nisso, o vestido de cada mulher convidada para ser madrinha, tem que ser em tons de verde. Eu gosto do verde-pistache, mas depois comento mais sobre isso). Foi então que fui apresentada ao site e às idéias mirabolantes dos caras. Me apaixonei por esse desenvolvimento chamado ‘Buraco Negro’. É tipo um guarda-volumes. No meu caso, guarda-todas-as-bagunças-do-meu-quarto. Só não comprei porque achei uma camiseta com desenhos do casal (a noiva até segura o buquê) e a chamada GAME OVER bem abaixo da figura. Achei que ele ficaria puto com o presente e eu queria é sarna pra me coçar. Sei lá, nesse último Natal eu tava com a corda toda pra tirar uma onda. No final das contas, ele amou. Minha intenção foi por água abaixo. Voltando aos meninos prodígios: com essa idéia genial, ganharam o Red Dot 2007 - uma premiação anual de design – categoria conceitual – realizada em Cingapura. Ponto pra eles! E eu ainda compro um igualzinho.
Seqüência de Keanu Reeves no final de semana. Delírio. Tá certo que começou com ‘Caçadores de Emoção’. Pô, ele ainda era uma criança em fase de crescimento, eu entendo. Aí, veio ‘Velocidade Máxima’ (urghhhhh..., mas beleza, ele é lindo, portanto, existe o desconto). Fechou com ‘Advogado do Diabo’. Al Pacino engole todos que estão por perto. E Keanu Reeves continua simplesmente lindo, lindo, lindo. Bom trabalho mesmo (o que não faz com que ele perca toda boniteza) só em ‘Matrix’, ‘Constantine’ e ‘A Casa do Lago’. Minha opinião.
Mais uma mensagem onde o ídolo é o produto. A sandália Havaianas sabe mexer muito bem com isso há muito tempo. Merece destaque por causa do George Clooney (GA-TO) e pelo tratamento de imagem. Show! Cinema em 1 minuto e 50 segundos.
Entro na sala para um ultrasom de rotina. Após o exame, a médica pede, gentilmente, que eu espere um segundo. Não, eu não desci da cama. Ela solicitou que eu ficasse naquele estado lindo, sem contar a quantidade exorbitante de gel. Bom, pelo menos era norminho. Não demorou cinco minutos, a mesma médica entra com mais três na sala em que eu estava. Olhou para o monitor onde havia uma foto do meu ovário e disse: ‘Olha isso aqui!’.
Não é pra eu pirar? Fiquei mal o dia inteiro. Aproveitei para me trancar no quarto e conversar com as paredes. Agora eu só vou saber o que é realmente no dia 15 de fevereiro, ou alguém acha que eu acreditei na desculpa esfarrapada da tal doutora? Nem aqui, nem na Xexênia.
Logo após de ler a primeira parte do livro de José Saramago ‘Ensaio sobre a cegueira’, fiquei 1 semana olhando os semáforos dos cruzamentos. Pensava: “imagina perder a visão esperando o sinal verde? Imagina toda a confusão do carro parado e a notícia de que eu simplesmente estava cega?” Viagens. Aliás, todos os livros desse autor português me levam ao além. Fecho as páginas e piro nas situações malucas que ele propõe. A obra trata de uma praga que acomete, dia após dia, todas as pessoas de uma cidade sem nome. Por cegas estarem, José Saramago não atribula nomes às pessoas. Conhecemos os cegos como: a mulher dos óculos escuros, o médico, o ladrão, o primeiro que ficou cego, o menino estrábico, e por aí vai. Não é só uma leitura que nos coloca a pensar, como também cria imagens em nossa cabeça a respeito do submundo que a vida se resumiria, do estado de putrefação o qual os mortos estão ameaçados, da luta por um naco de comida, da incredulidade, da invalidez dos sentimentos. Viagens, viagens e mais viagens e trazem questões importantes.
- Por que foi que cegamos?
- Não sei. Talvez um dia se chegue a conhecer a razão.
- Queres que te diga o que penso?
- Diz.
- Penso que não cegamos, penso que estamos cegos.
- Cegos que vêem?
- Cegos que, vendo, não vêem.
Deu pra sacar as questões importantes? Agora não conto mais.