Cardápio bacana (menos o filé ao molho madeira. Muito louro e alecrim), povo bonito e música gostosa. Depois de milhares de chops na cabeça (no meu caso só guaraná zero) a mulherada abre a boca e as histórias são hilárias. Tudo bem que os meninos da agência também estavam lá, mas, como são minoria, a gente não liga de mostrar o nosso lado B. Não lembro como começou o tema. Eu sei que dava pra escrever uma baita matéria engraçadíssima. Isso foi a despedida de solteiro do Bruno. Amanhã é o casamento dele. Tá pego na vida... rá, rá, rá.
- A telefonista ligou para o quarto avisando que o motel estava sendo assaltado.
- Mentira!
- Pois é. Quando o cara que estava comigo desligou o telefone, ele só sabia mandar eu ir para o banheiro, mas eu tava morrendo de medo. Queria ficar aonde meus olhos o enxergassem.
- Cara, que zica!
- E você acha que eu iria agüentar ficar sentada na privada pelada enquanto ouvia tiros?
- Tiros? Nossa, pegaram pesado. – falamos ao mesmo tempo.
- Eu só sei que, depois de eu achar que seria estuprada por uma gangue assaltante de motel, o telefone tocou de novo.
- E vocês atenderam?
- Eu não, né? O cara. Mas precisei olhar pra ele com expressão de: ‘E aí, você é o homenzinho daqui. Eu sou a mulher que pode ter um chilique a qualquer momento. Atende essa merda’.
- E ele?
- Atendeu.
- E o que era?
- Os assaltantes tinham ido embora.
- Ai, mas que bom que não aconteceu nada com vocês.
- Bom, mais ou menos, porque, logo depois de milésimos de segundo, eu desmaiei. Só acordei quando uns helicópteros já sobrevoavam o local.
- Caramba! A fuzarca foi tanta pra ter até helicóptero?
- Olha, não sei. Eu só sei que me bateu o desespero de sair do quarto e ter uma porrada de jornalistas na porta querendo uma declaração. Imagina se a minha mãe me vê na TV? Tava fudida, porque sim, eu iria sair do quarto como se eu fosse a assaltante, de gorro e tudo. Eu, hein? Nem pra gozar se tem paz.
É por isso que a gente morre. Preciso levar os exames pra minha ginecologista e ela só tem horário no dia 15 de fevereiro às 12h45. Fala sério! Que horário desgraçado, né? Isso porque são exames, pô! E ela pediu urgência. Fico puta com essas coisas. Só não troco de médica por uma questão de confiabilidade máxima. E não tem força maior que mereça aberturas aqui e acolá. PQP!!!
pDiário de Floripa – dia 02/01/2008 (8º e último dia)
Não falo nada. A música diz tudo.
FORASTEIRO – Natiruts
Forasteiro no litoral Nasci no planalto central Nas ondas não mando muito bem Sou aprendiz daquela que me quer bem
Se ela voltar, volto também Se ela ficou, fico também Se ela remou, quero remar Se ela gostou, gosto com ela Quero aprender, ela quer me ensinar Todo segredo das ondas do mar Será que ela gosta de mim
Já sou local no litoral Saudade do planalto central Nas ondas até que já estou mandando bem Pois aprendi o valor que elas têm
Quero voltar pro interior Horizonte sem fim, cerrado nativo Será que ela gosta de mim, comigo quer voltar Quer aprender segredos de lá Muitas coisas sonhei, momentos vivi
No litoral e no interior do país Ela gosta de mim, hoje sou assim Filho do sol, das ondas do mar Servo da mata nativa Quero o mundo pra mim
Olha, é o Sol Olha, é o céu Olha, é o Amor
P.S.: pisei em Sampa, abri o vidro e gritei: “Eu amo São Paulo”.
Putz... sonhos estranhos a noite toda. Num momento, sonhei que eu estava grávida. No próximo, minha filha (detalhe: menina) já estava lá com os seus 4 meses. Era linda, linda, linda e possuía olhos claros. Tinha uma mulher querendo roubá-la. Louca. Parecia que eu estava numa festa de família e essa tal mulher macabra e ladra de crianças era conhecida de algumas pessoas, porém só no sonho. Lembro que alguém me perguntou quem era o pai. Abafa! Eu não sabia responder.
P.S.: de acordo com o dicionário dos sonhos:
pGravidez: feliz aumento de bens, eis o presságio para uma mulher que sonhou com gravidez; amadurecimento.
pSonhar que tem filhos sem os ter: decepção no relacionamento amoroso.
(só me responde uma coisa: que relacionamento amoroso? Rá...).
Acabei de chegar da agência. Entrega de trabalho complicado é assim mesmo. As horas vão passando e o tempo de dormir encurtando. Ainda mais quando é o típico cliente chato de fazer. Urghhhh... dá arrepios. De toda a correria, só abri minha agenda agora. Deixei uma porrada de pendências. Uma delas: pagar o carnê da Renner. Vício eterno de todo santo mês. Amanhã entro com juros e tudo. Outra pendência que me deixa fula da vida por sempre cair no mesmo conto do vigário: as assinaturas de revistas e suas maquiavélicas editoras por trás de todo fuzuê. Fui assinante da Vogue Brasil, Vogue Casa e RG durante muito tempo. Adoro as matérias, a diagramação, o conteúdo, as propagandas específicas e chiquérrimas. Adoro! Daí, precisei economizar. Fazer o quê? Cortar supérfluos. Assinaturas de revistas foram a primeira providência. Cancelei. Passados 5 meses, liga a tal da editora da Vogue prometendo mundos e fundos para que eu voltasse a ser cliente. Não resisti. Voltei com a corda no pescoço. –Tudo bem, eu cubro com os freelas e pronto, pensei. O problema é que voltei a receber as ditas, mas e o brinde prometido pela moça do telemarketing? E a toalha felpuda com a logomarca toda linda e branca escrita VOGUE BRASIL? E o catálogo bimestral da VOGUE JÓIAS? Cadê? Cobro a mesma coisa há 5 meses. Nada. A minha ação de hoje tava marcada e grifada: ligar na editora da Vogue e fazer escândalo. Fica para amanhã.
P.S.: eu sou uma boa profissional da publicidade, mas caio nas armadilhas dela no primeiro brinde.
Dia de compras. Fui à loucura como nos primeiros dias. Achei que essa fase havia passado, afinal de contas, sete dias em Florianópolis já me faz praticamente uma nativa ou, como dizem, uma “manezinha da ilha”. Comprei artesanato local. Coisinhas de pendurar no teto, na parede e chaveiros com as placas das praias para todo o pessoal de casa. TU-RIS-TA? Prazer, sou a própria. Inclusive separei a camiseta que volto amanhã. Só pra me exibir e dar uma de boazuda. A virada do ano durou até às 9h da matina de hoje, óbvio. Não poderia ser de ontem. Tô molinha, molinha... sem vontade de escrever. Preguiça. Não vejo a hora de dormir para acordar amanhã.
P.S.: eu quero o meu mundo, as minhas coisas e a minha casa!!!
Um garotão inteligente, vindo da roça, candidatou-se a um emprego numa grande loja de departamento. Na verdade, era a maior loja de departamentos do mundo, tudo podia ser comprado ali. O gerente perguntou ao rapaz: - Você já trabalhou alguma vez? - Sim, eu fazia negócios na roça. O gerente gostou do jeitão simplório do moço e disse:- Pode começar amanhã. No fim da tarde venho ver como se saiu. O dia foi longo e árduo para o rapaz. Às 17h30 o gerente se acercou do novo empregado para verificar sua produtividade e perguntou: - Quantas vendas você fez hoje? - Uma! - Só uma? A maioria dos meus vendedores faz de 30 a 40 vendas por dia. De quanto foi a sua venda? -Dois milhões e meio de reais. - Como conseguiu isso??? - Bem, o cliente entrou na loja e eu lhe vendi um anzol pequeno, depois um anzol médio e finalmente um anzol bem grande. Depois vendi uma linha fina de pescar, uma de resistência média e uma bem grossa, para pescaria pesada. Perguntei onde ele ia pescar e ele me disse que ia fazer pesca oceânica. Eu sugeri que talvez fosse precisar de um barco, então o acompanhei até a seção de náutica e lhe vendi uma lancha importada, de primeira linha. Aí eu disse a ele que talvez um carro pequeno não fosse capaz de puxar a lancha e o levei à seção de carros e lhe vendi uma caminhonete com tração nas quatro rodas. Perplexo, o gerente perguntou: - Você vendeu tudo isso a um cliente que veio aqui para comprar um pequeno anzol? - Não, senhor. Ele entrou aqui para comprar um pacote de absorventes para a mulher, e eu disse:- Já que o seu fim de semana está perdido, por que o senhor não vai pescar?
Lidamos com os clientes como se eles fossem nossos professores na escola: eles passam deveres de casa que nós fazemos para agradá-los somente, temos medo deles e não saímos com eles, conversamos pouco com eles.
Ando muito desgostosa. Vivo fazendo muita coisa ao mesmo tempo. O problema é que existem problemas em todos os lugares, eu sei. O negócio é que estourou de vez. Um problema aqui, acolá. Quanto aos caras que conheço, parei de achá-los bonitinhos ou legais. Não são. Nem uma coisa nem outra. Porque a finalidade é só pegar e a bilateralidade é deixada de lado. Não estou falando de um caso específico, apesar da seqüência de palhaços (desculpe HTP pela semelhança, mas não há um rótulo mais cabível) que aparecem. Não sei aonde tiro forças para fazer gracinhas e me matar de rir. Será que no fundo tem um botão mesmo? Deve ter, não sei. O fato é que surgiu outra idéia pra acrescentar na vida executiva. Eu aposto em tudo. Inclusive fiz contatos com uma artesã que conheci em Florianópolis. Quem sabe ela mande umas peças para que eu sinta o público na minha loja. Fiquei feliz quando ela disse que exporta para a Europa, mas ainda não tem nenhuma representação em Sampa. Quem sabe... Minha vida de redatora continua no aguardo da NF. Tudo bem. Eu sabia que seria demorado. Contudo ainda tenho back-ups.
O lema: virada do ano na areia até o sol raiar. Jurerê foi a opção de última hora por causa de uma festa na tenda com direito a canapés, salgadinhos, docinhos de aniversário de criança, tochas e open bar. E a praia é linda. Linda que dói. Experiência única gravada nas entranhas. Foi só aí que eu entendi o que um dito disse: ‘Não se iluda com a Ilha porque ela é da magia’. Naquela hora, puro xaveco; olhando para este mar, pura realidade.
Jurerê parece mais com um condomínio fechado para quem quiser entrar. Lembrou uma parte do Bay Side de Miami. Pirei no calçadão e na energia das pessoas que se aprontavam para a mudança de ano. Falando em mudança de ano, fiz a contagem regressiva no viva-voz com os meus pais porque são eles as pessoas que eu amo de verdade. Segui as tradições da mesma maneira que fiz no ano passado, pois 2007 foi um ano extremamente bom. Espero que 2008 siga a mesma linha. De olhos fechados, cantei para as sereias do mar segurando as pontas do meu vestido azul royal. Não que tenha adiantado alguma coisa.
Pensei na obra, pensei no curso, pensei no aprendizado, pensei nas pessoas novas que conheci, pensei no apê, pensei no quadro da bandeira que comprei em Embu, pensei no casamento do meu irmão mais velho, pensei no meu irmãozinho menor quando canta lindo nos shows, pensei nos momentos com os meus pais... tudo valeu a pena. GOOD VIBE!
O mercado de trabalho oscila, chances vêm e vão. Ao mesmo tempo, ele grita, berra, passa gente competente pra trás enquanto outras sobrevivem no tom mais irônico que possa existir. Eu deixo toda essa parte de lado porque tenho uma personalidade que não se corrompe por nada. NADA! Já perdi oportunidades por isso? Já. Muitas. Mesmo assim não me arrependo. A justiça faz de conta que não vale à pena, mas não acredito nisso. Nunca acreditarei. Sou subversiva à minha maneira. E gosto disso.
Olha... na verdade o aniversariante ligou. Tenho que me redimir por ter falado aquilo tudo antes de dar meia-noite. Não retiro nada. Foi um lance antecipado da minha parte. Só. Portanto, resolvi ir à festa de comemoração, afinal de contas ele só precisava ligar. E eu não sou uma pessoa tão difícil assim. Debaixo da chuva de ontem, passei por fios que estouravam em plena avenida. Peguei ruas escuras onde eu não enxergava um palmo na frente. O telefone toca no meio do caminho.
- Não venha.
Era uma amiga que já estava lá.
- Não venha.
- Como assim? Tô de vestido!
- Pois é. Não perca o seu tempo.
- ?
- Tem uma fila gigante na porta.
- E essa chuva?
- O povo tá ensopado.
- Eu não posso ensopar o make.
- Nem eu.
Resumo da ópera: voltei pra casa. Eu e Vivi. Fiz pipoca e assisti GIA no A&E. Melhor programa impossível.