Às vezes eu acredito que eu não nasci só pra ser redatora e fazer com que as empresas vendam mais e mais produtos ou serviços, mas também nasci pra ajudar algumas pessoas. Aquelas que estão angustiadas, depressivas e com sintomas de pânico. Tá certo que eu tive tudo isso junto. Um sintoma puxou o outro até a minha derrota final. Essa coisa não é nada que eu apenas sinta, do tipo: sinto que posso ajudar as pessoas. Não é. Vejo isso na prática em conversas. Me disponho a ajudar, a estar do lado, a sair do trabalho para, logo após, interagir com esse assunto. Distribuir o livro da Marina W é uma das etapas. Falar sobre o livro de Jerilyn Roos é outro. Porque esse lance é barra pesada. Pesadíssima. Não que eu esteja curada 100%. Uma vez que essa doença maligna é despertada, a gente sempre anda com um pé atrás. E o outro pra frente. Pra empurrar mesmo. Pode parecer idiotice para alguns, mas as leituras de auto-ajuda dão uma clareada. Um tipo de esperança (não sei se esperança é a palavra certa). Talvez a palavra seja rumo. E a expressão pode ser um rumo diferente. Pra clarear. E pra entender que não somos as únicas pessoas no mundo que passam por doenças que não saem no exame de sangue anual. E que nenhum band-aid pode ser posto por cima pra amaciar a ferida exposta ao ar poluído.
Essa ajuda me faz feliz. Me deixa mais feliz. Como se fosse uma missão, sabe? Todo mundo tem a sua. Basta descobrir.
Gisele Bündchen virou índice econômico. Como assim?
A modelo brasileira de 27 anos virou objeto de estudo do economista americano Fred Fuld. Ele pesquisou 11 empresas que a contrataram e comparou os lucros antes e depois. Em três meses, as marcas que tiveram a coragem de desembolsar a nota preta que é o seu cachê, valorizaram 15% na bolsa de NY. Por isso o termo Gisele Bündchen Stock Index.
Falta só mais um. Li todos os livros de Marian Keyes. Não resisto a este tipo de literatura: mulher neurótica, que passou do estágio da beira do ataque de nervos, cujos maridos são infiéis e a grande dúvida é: matar a ele ou a amante. O final sempre é manjado. E continua sendo delicioso.
‘-Se eu tivesse ficado em casa, na cama, com o chocolate e a Marie Claire, será que o encontraria?’
‘Manter incessantemente uma tampa em cima da minha raiva assassina, era algo que exigia demais de mim.’
‘Irrefletida: que não reflete, impensada, inconsiderada.'
E aí é que essa TPM me deixa meio sem rumo. Como se a minha vida não tivesse sentido. Como se eu não soubesse mais o que fazer e o que eu quero de verdade para a minha vida. E é como se eu realmente entendesse que todos os problemas são merda. E que a maioria das coisas não vale mais da metade da importância que dou. E é por esse motivo que fico doente.
Agora passei para o choro. Tudo isso por causa de um PowerPoint lindo que meu pai enviou par ao meu e-mail. A TPM me deixa assim, bipolar (resquícios da depressão de 3 anos atrás).
Hoje. Até agora no mundo da lua. Assim pretendo ficar. Pode ser a TPM. Meu iPod ajuda nessas horas ingratas onde eu quero ficar sozinha, no meu canto. Minhas mãos andam tremendo muito. Pode ser o remédio pra asma. Quando tento mantê-las mais calmas, o tremor passa para o braço. Muito estranho. A boca também tá seca demais. Será que eu vou morrer? Bom, resolveria muitas coisas. Olha só o que a TPM me faz escrever? Abstrai. Esquece disso.
P.S.: tô ouvindo O Teatro Mágico. Saudade do show deles.
O Roberto Carlos cantava “Que onda, que festa de arromba”.
Uma galera do Rio de Janeiro acreditou. Olha só no que deu:
Num hotel localizado no Centro do Rio, será realizada a 6ª etapa do Desafio Carioca de Gang Bang. Mas o que é essa bagaceira? É uma competição onde ganha a mulher que se relacionar com o maior número de homens na mesma noite. Vale lembrar que a atual campeã é paulistana, dona da marca de 41 parceiros. Ganha o quê, né? Ninguém mencionou nada além de uma baita cistite, corrimento, coceira ou consecutivos banhos de assento. Deus me livre!
Ferrou! Tô apaixonada pelo Wagner Moura. Fã de carteirinha. Não consigo mais deixar de ler qualquer coisa sobre ele. Se precisar fazer qualquer movimento a favor do Oscar, sou a primeira.
P.S.: achei que a fase de tiete já havia passado há uns 20 anos. Putz!
Não sei quando eu vou aprender a não esperar nada de ninguém. Não sei quando vou aprender que eu tenho que correr atrás das coisas sozinha e fazer acontecer do meu jeito mesmo. Foda-se. Não sei quando vou aprender que um sorrisinho educado quer, na verdade, te passar pra trás na primeira oportunidade. Não sei quando vou aprender que a maioria das pessoas não é necessariamente boa e, um pouco mais dessa grande maioria, tem atitudes que até Deus duvidaria.
Não sei quando vou entender que as pessoas se vendem mesmo. E por muito pouco. E que isso é normal para ganharem seus dinheiros e sobreviverem da forma mais podre de espírito que houver. Não sei quando vou entender que o individualismo é correto. E que todas as pessoas devem defender o seu, não importando o que isso acarrete mais pra frente.
Não sei quando vou aprender a me corromper. Não sei quando vou aprender o individualismo. Nem sei por onde começar.
Eu li que, se tivessem elaborado uma ação de marketing de guerrilha focada no lançamento do filme “Tropa de Elite”, não seria tão eficaz quanto a pirataria desgovernada que move pessoas a comprar a obra das mãos de camelôs. Li que as cópias chegaram à Amazônia. Apesar que ele pode ser baixado pelo youtube.com facilmente. Assisti ontem apesar das resistências da minha índole. Mas não dá pra abafar a curiosidade mediante a música funk do início. É como se algo na sua cabeça falasse alto: “vem chumbo grosso por aí; essa música é do mal”. É um filme polêmico. Tão polêmico que uma parcela da equipe do BOPE manifestou interesse em entrar com um pedido de censura, alegando que o roteiro passava a idéia de possuir policiais assassinos e torturadores em suas tropas. Bom, na minha opinião, a justiça pode ser vista por vários prismas, inclusive a prática da tortura.
Li também uma crítica que ressaltava a tamanha violência do filme. Gostaria de perguntar onde este crítico mora. Na Guiana Francesa? Talvez lá não exista essa guerra que vivemos diariamente.
Wagner Moura está radiante. O lance dele é mais fundo, transcendental. Não é à toa que tem há uma chamada destacando que ele é o melhor ator da atualidade no Brasil na capa da Vogue RG. Ele merece muito mais. Talvez um Oscar a la hollywoodzank.
A PÃO saiu na Veja São Paulo. É lá na Bela Cintra. Um show de padaria orgânica. Sempre quando eu passava na porta no começo do ano na volta da agência olhava curiosa para ver o que seria aquela fachada linda, toda de madeira escura. Hoje parei pra comprar uns pãezinhos diferentes. Tinha uma vaga bem em frente. Uma delícia. Peguei alguns quiches de emmental suíço e jamon serrano e um outro de ervas, azeite extra virgem e limão siciliano. Bem exótico. Fiquei meio cabreira por causa do limão. E não é que nem dá pra sentir o gosto? É bem suave. Já pensei numa mesa de queijos, pães e vinhos pra alguma ocasião, quem sabe, mais pra frente, tipo a semana que vem... rs. Sem contar que o pessoal de lá é uma simpatia. Eu disse que gostaria de conhecer e eles foram muito atenciosos. É óbvio que o preço não pode ser comparado a uma padaria qualquer de esquina. Porque o lance deles é o diferencial nos ingredientes, quer dizer, sal do himalaia, fermento natural e um bolo de chocolate feito somente com chocolate em pó proveniente de algum canto do mundo. Quem estiver passando por perto, vale a pena entrar para conhecer. E comer.
Turns nice girls, naughty (Transformando boas garotas em travessas)
Se você pensa que no Uruguai não tem nada de interessante, que nenhuma idéia boa poderia sair daquele povo, etc., etc., errou feio. Bem feio! Tem muita gente criativa ao redor do mundo. Como o Marcello Serpa disse em uma de suas palestras, “-Trazer um Leão hoje em dia, está muito mais difícil do que anos atrás. Vemos países nos Anuários de Criação que nunca poderíamos imaginar.”
Seguindo a linha sexual, olha a ação de marketing de guerrilha feita para a AXE.
Ficha Técnica: Advertising Agency: Lowe Ginkgo, Uruguay Creative Director: Gabriel Román Art Directors: Agustín Acosta, Gerardo Daud, María Elena de Paula Copywriters: Fernando De Clemente, Jorge González, Sebastián Mir, Alvaro Palombo
Não entendo nada de críticas de cinema. Mesmo assim, não poria a Jennifer Lopez interpretando um papel desse tipo nem aqui nem na China. A personagem requer uma pitada de drama que ela não tem. Pô, estamos falando de uma história baseada na vida real! E não é porque o roteiro todo é filmado no México que necessariamente deveria ter uma mulher com aparência latina. Ela já deu o que tinha que dar em ‘Enough’. Pra quê repetir a dose se ela só quer ser bonita? Pra quê?
Sinopse: O filme trata sobre uma repórter de Chicago que vai para a cidade mexicana de Juarez, fronteira com os Estados Unidos. Ela quer investigar intrigantes assassinatos envolvendo jovens funcionárias de uma fábrica. Ao se aprofundar no caso, ela eventualmente conquista a confiança dos habitantes, mas também pode acabar se tornando mais uma das vítimas.
2.
Amo Edward Norton desde o filme ‘Tenha fé’ onde ele interpreta um padre todo destrambelhado. Morro de rir com esse filme até hoje. Depois de ‘O Ilusionista’, meu conceito só subiu. Em ‘O Despertar de uam Paixão’ ele está ótimo. Assisti ontem. O modo como ele projeta a sua raiva pela traição da mulher é bem amargo. Acredito que nem seja raiva. É pior do que isso. É rancor puro.
Sinopse: Baseado em romance de W. Somerset Maugham, o filme é uma história de amor que acontece nos anos 20. O jovem casal, Walter (Edward Norton), um médico de classe média, e Kitty (Naomi Watts), jovem rica que casada pelos motivos errados, se conhece em Londres. Logo se mudam para Xangai, onde ele trabalha como bacterologista. Uma epidemia num pequeno povoado no interior da China faz com que o casal se mude para lá alguns meses depois.
“Quantas pessoas você conhece obcecadas com o trabalho ou do tipo que sofrem de males relacionados ao estresse e não conseguem diminuir a marcha. Não conseguem porque usam sua rotina para distrair-se, para restringir a vida apenas às suas considerações práticas. E fazem isso para evitar a lembrança de como se sentem inseguras em relação ao motivo de estarem vivas.”
Sapato verde limão. Achei que combinaria com o tom de verde da blusa canguru que separei para colocar hoje. Me olhei no espelho e estava horrível. Nada a ver! Além disso, o sapato era muito social para a blusa esporte de zíper e capuz. Antes de trocar um ou outro, lembrei que precisava fazer alguma coisa. Não lembro o quê. Fiz. Só fui me dar conta que ainda estava com o sapato verde limão e blusa de tom nada verde limão, quando liguei o carro para ir trabalhar. Por isso eu não posso desfocar quando decido que preciso fazer algo naquele mesmo instante. Conclusão: estava atrasada. Trocar o sapato ou a blusa me atrasaria mais ainda. E eu tinha uma campanha pra apresentar logo cedo. Resolvi trabalhar assim memso. Agora, estou pensando duas vezes antes de sair para almoçar. Nem pensar em sair na rua desse jeito.
Com um comercial desse tipo, a VW nem precisa falar que seus carros são mais seguros. Foram produzidos outros filmes com imagens tão chocantes quanto essa. Você poderia perguntar: mas a linguagem não é negativa mostrando um VW batendo? Não, não é. A mensagem foi transmitida de maneira fantástica. Melhor impossível. Apesar que tem gente que AINDA acha que utilizar-se do gerúndio é errado. Vai entender.
Bom, mas você poderia pensar que a mensagem é negativa mesmo assim. Tenho certeza que, quando for comprar um carro, pensará duas vezes em adquirir uma outra marca. Clique abaixo e assista. Para o novo Jetta.
Vi essa notícia e lembrei do poema ‘Eu Etiqueta’, de Carlos Drummond onde, na época em que escreveu, já estávamos envoltos em patrocínios por toda parte sem ganharmos nada em troca. A sociedade já invertia seus valores com o argumento do “manda mais quem pode mais”. Quer saber do pior? Lembra daqueles brinquedos educativos feitos de madeira onde a gente montava peças que se ligavam? Bom, eu tive um desses. Agora a empresa francesa Atypyk, relança tais brinquedos com marcas do universo do consumo ao invés do princípio básico da educação. Sim, eu fui criança. E não comia Big Mac com apenas quatro ou cinco anos de idade. Aliás, nunca comi o Big Mac. Não gosto de picles.
Eu, Etiqueta
Em minha calça está grudado um nome, que não é meu de batismo ou de cartório, Um nome... estranho. Meu blusão traz lembrete de bebida que jamais pus na boca, nessa vida, Em minha camiseta, a marca de cigarro que não fumo, até hoje não fumei. Minhas meias falam de produto que nunca experimentei, Mas são comunicados a meus pés. Meu tênis é proclama colorido de alguma coisa não provada, Por este provador de longa idade. Meu lenço, meu lençol, meu chaveiro, minha gravata e cinto e escova e pente, Meu copo, minha xícara, minha toalha de banho e sabonete, Meu isso, meu aquilo, desde a cabeça ao bico dos sapatos, São mensagens, letras falantes, gritos visuais, Ordens de uso, abuso, reincidências, costume, hábito, premência, Indispensabilidade, E fazem de mim homem-anúncio itinerante, escravo da matéria anunciada. Estou, estou na moda. É duro andar na moda, ainda que a moda seja negar minha identidade, Trocá-la por mil, açambarcando todas as marcas registradas, Todos os logotipos do mercado. Com que inocência demito-me de ser Eu que antes era e me sabia Tão diverso de outros, tão mim mesmo, ser pensante sentinte e solitário Com outros seres diversos e conscientes de sua humana, invencível condição. Agora sou anúncio, ora vulgar ora bizarro Em língua nacional ou em qualquer língua (Qualquer principalmente.) E nisto me comprazo, tiro glória de minha anulação. Não sou – vê-lá – anúncio contratado. Eu é que mimosamente pago para anunciar, para vender em bares, festas, praias, piscinas, E bem à vista exibo esta etiqueta global no corpo que desiste De ser veste e sandália de uma essência tão viva, independente, Que moda ou suborno algum a compromete. Onde terei jogado fora meu gosto e capacidade de escolher, Minhas idiossincrasias tão pessoais, tão minhas que no rosto se espelhavam E cada gesto, cada olhar, cada vinco da roupa. sou gravado de forma universal, Seio da estamparia, não de casa, da vitrine me tiram, recolocam, objeto pulsante mas objeto Que se oferece como signo de outros objetos estáticos, tarifados. Por me ostentar assim, tão orgulhoso de ser não eu, mas artigo industrial, Peço que meu nome retifiquem. Já não me convém o título de homem. Meu nome novo é Coisa. Eu sou a coisa, coisamente.
Tá. Um resumo sobre todas as coisas. Último capítulo de Paraíso Tropical: péssimo. Cadê o filho do Antenor e da Lúcia? Pô, o cara sofreu tudo que tinha que sofrer. Tá certo que ele foi um pilantra nos primeiros meses de novela. Mas ele se arrependeu. Merecíamos ver a felicidade dele ter se tornado pai. Ainda mais depois de ter perdido dois. Daí vem a outra vestida de gari. Acho que o povo responsável pelo roteiro da novela esqueceu que, para ser gari, é preciso prestar concurso público. Isso não é apenas um trabalho voluntário.
Cenas boas:
- Marion fugindo do rapa.
- Bebel prestando depoimento na CPI.
- O final trágico do Olavo.
Depois disso assisti o filme ‘A Rainha’. Até que enfim! Tive que sair correndo, quer dizer, andando rápido, pelo corredor da BlockBuster para conseguir retirar o DVD, filho único da sexta-feira à noite. Fiquei impressionada com a frieza da Rainha Elizabeth II, porém, já esperava por isso. Ela realmente é mestra em demonstrar essa tal capacidade a quem ainda tiver alguma dúvida na vida real. No filme, Helen Mirren foi no mínimo bárbara em todas as expressões. Valeu a pena dar uma de tonta na frente das outras pessoas que estavam dentro da Block. Ainda saí com uma lata de Pringles light pra matar a lombriga.