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Escrito por Ana Paula Mathias às 16h02
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"Revista QUEM Acontece"

Autor: Caco Barcellos

Buscar na Web "Caco Barcellos"

Quando: 15/06/07

Claro que gosto de grana, mas nenhum avanço econômico me fascina se implica infelicidade. Coisas que me levem a ter mais e ser menos feliz não têm sentido.



Categoria: Citação
Escrito por Ana Paula Mathias às 15h50
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Tentando escrever 01 anúncio para revista e 01 e-mail mkt para um dos clientes da agência. Mercado imobiliário. Que difícil! Todas as coisas parecem tão iguais.

Mudando de assunto: dá pra acreditar que existe uma ferramenta onde, através de um simples cadastro, a gente passa a receber todas as mensagens que, por exemplo, um suposto affair receberia? Quer dizer, se ele tem o costume de apagar, o coitado tá pego. Apagando ou não. Porque eu vou ler do mesmo jeito. Quer dizer, eu não vouler nada! Quer dizer, não leria. Bom, não!

Ainda bem que eu saí dessa vida. Quer dizer, saí dos 400 e pouco pares de olhos e voltei com, no mínimo, 10. Até agora tô bem.

Se não é para ter privacidade, vamos acabar com tudo MES-MO. Qualé, qualé!



Escrito por Ana Paula Mathias às 14h32
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Ai, que delícia ontem à noite! Sem contar que a atmosfera estava o máximo. Saí da agência, meia tonta por causa do cheiro da tinta (pois é, o layout será mudado), e eu estava louca para ir para qualquer lugar que não fosse a minha casa. A quinta-feira transmite isso, uma vontade louca de fazer alguma coisa diferente (ou qualquer outra coisa tão igual, contanto que seja feita).

Eu e a Lili aterrissamos no Salve Jorge. Salve, salve! A-DO-RO! Risadas, altos papos-cabeça. Fui pra casa e dormi igual a um bebê.

Entre a maioria dos casos, uma conclusão que merece destaque: ‘A gente nunca atinge o nível máximo dos piores’.

Entre a maioria dos copos, uma mensagem na bolacha:

‘Os Mandamentos do Jorge:

I. Considerai o próximo pra caraio.

II. Não pedireis fiado. Nem amanhã.

III. Dragões só acompanhados pelos responsáveis.

IV. A primeira é do Santo e fica esperto que o cara tá olhando. (esse é porque tem uma imagem enorme do São Jorge dentro do bar. Rá, rá, rá...).

V. Honrar pai, mãe e cunhada.

VI. Cobiçar a mulher mais próxima.

VII. Devotos têm sempre razão.

VIII. Não pedireis Oswaldo Montenegro para o DJ.

IX. Não ligareis para o celular da ex-namorada depois das 2 da matina.

X. Reclamações direto como dono do bar. Aquele ali, segurando a espada.’ (adivinha quem é? Rsrsrsrsrsrs...)



Escrito por Ana Paula Mathias às 10h23
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E ainda tiram sarro... E eu ainda faço post disso. Isto é uma vergonha, Boris!



Escrito por Ana Paula Mathias às 14h46
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Li a coluna do Atila Francucci para o Blue Bus sobre Cannes e morri de rir. Porque ele fala que a única coisa que continua igual a todos os anos é a frustração. A frustração daqueles que não apontaram no shorlist com suas peças; a frustração daqueles outros que só chegaram até ela; a frustração daqueles que só ganharam bronze e “-meu Deus, era no mínimo prata!” e daqueles que ganharam prata mas tinham certeza absoluta do ouro.

Eu sei que é frustrante mesmo. E, a análise vista dessa forma, não deixa de ser hilária.



Escrito por Ana Paula Mathias às 10h53
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Ontem a noite conversei com A. Filosofamos até. E descobri que, além de outras coisas, A. é hors-concours em matéria de ouvir. E de falar também. E aí que eu acabei falando coisas que nunca poderia imaginar que estavam passando pela minha cabeça. Por exemplo: eu conheci um rapaz. Quase 10 anos mais velho do que eu (atento para o fato de que idade não é proporcional à maturidade. Eu já sabia disso de outras experiências. Só confirmei mais uma vez). E percebi que eu gostava mais dele quando não o conhecia. Estranho, hã? Pois é, mas aconteceu. Pelo menos eu ainda teria uma vaga idéia (sem ter certeza) de que ele poderia ser bondoso, descentralizado, querido e que ficava bem lá do alto. Atualmente, ele se resumiu a ficar bem lá do alto (isso porque eu não o vejo lá de baixo há uns 4 anos, mais ou menos). Pode ter mudado a minha referência.

Às vezes não é bom conhecer quem admiramos. No meu caso não foi. A mera ilusão ou utopia daquela imagem já bastava, já irradiava alegria, afinal de contas, ninguém necessariamente precisa conhecer de fato todas as pessoas que gostaríamos de conhecer (eu iria ao delírio se conhecesse o Selton Mello mas, deixa ele lá).

Porque eu não acredito na balada do amor inabalável. O amor, na ordem de sentimento (desculpem os céticos mas o amor é e sempre será um sentimento) é imensamente abalável. De uma forma ou de outra. Divago nessa onda e lembro de uma citação da Fernanda Young, em uma entrevista concedida ao Canal GNT, onde ela afirmou que a maioria das pessoas busca grandes excitações constantemente. Trocam os pares na busca eterna de aventuras. Se isso é triste? Não. A partir do momento em que ainda há confusão entre pensamentos e personalidades, o hedonismo dita as regras. Só ele. Por isso não há culpa.

Isso só é triste quando o tempo passa. E ele vai passando. Passando, passando, passando...



Escrito por Ana Paula Mathias às 09h52
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"livro: Homens sem máscaras"

Autor: Luiz Cuschnir

Buscar na Web "Luiz Cuschnir"

Apesar de precisar muito da liberdade de ir e vir, atender a anseios e desejos de conquistas em geral, não é só de agito e baladas que vive o homem.



Categoria: Citação
Escrito por Ana Paula Mathias às 08h49
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Acabei de comprar 4 livros através de um Sebo Virtual. Comparado com a Fnac, economizei R$32,00, incluindo a taxa de entrega do serviço. Quer dizer, o negócio vale a pena quando se sabe o livro que se quer ler. É só ir lá, pesquisar o livro, incluir na cesta e pronto! Dentro de 5 dias os livros estarão no aconchego do meu lar. Sem contar que, dentro desses 5 dias, eu termino os outros dois que comecei ontem, por isso, no stress. Sem contar ainda, que um cadastro no site, que leva no máximo 2 minutos, dá acesso a mais de 1 milhão de títulos. Showwwwwwwww.... (ó o monte de www aí!)

A Fnac é um bom lugar pra passear, tomar aquele café com pão de queijo, ouvir um CD ou outro, folhar novos títulos para ver se valem a pena e ir correndo pro www.



Escrito por Ana Paula Mathias às 17h17
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Escrito por Ana Paula Mathias às 14h49
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Tive um sonho muito estranho no domingo. Não sei o motivo pelo qual comento isso só hoje, quarta-feira.

Acordei por volta das 8h da manhã. Aproveitei pra tomar café porque estava com fome. Como eu não tinha nada para fazer, voltei para a cama, abri um livro e logo depois já estava dormindo de novo.

Quando acordei (dessa cochilada básica com cara de domingo preguiçoso), percebi que eu sonhei o complemento do meu verdadeiro sono. Deu pra entender? Pois bem, vou dar o nome aos bois.

Não sei se foi durante a madrugada ou já pela manhã que eu sonhei com a mãe de uma moça, a qual numa época, foi uma grande amiga de infância e adolescência. A mãe dela faleceu há pouco mais de dois anos. Câncer. Fui no velório, enterro e às missas subseqüentes. Muito triste. Porque aquela mulher, mãe da moça da minha infância e adolescência, fazia umas balas de coco (feitas em casa) de matar qualquer um de tão gostosas. Lembro que, uma vez, quando fui chamar sua filha para brincar, vi que a mesa da cozinha estava repleta dessas balas. Enquanto ela se mandou para chamar a filha, eu saquei umas três balas, fora aquelas outras sei-lá-quantas que foram parar no meu bolso (para comer depois, sabe como é!). Na volta, a mulher se ligou na minha cara (a minha cara me entrega até hoje).

- Ana Paula, por um acaso você pegou alguma bala daqui de cima? – ela perguntou e eu não lembro de ter respondido porque minha boca estava cheia. De bala. Abri-la seria como me convidar à entrega do crime cometido.

- Isso é uma encomenda para uma festa infantil! – ela exclamou e eu não lembro o que aconteceu a não ser ter saído correndo dali.

Não sei por que lembrei disso agora. Deve fazer uns 22 anos. Mas as balas eram realmente muito boas. O tempo não conseguiu apagar o gosto.

Bom, a mulher. Sonhei com ela. Ela me dizia alguma coisa que não lembro. Não lembrei na hora em que acordei. Falou durante horas (apesar da cena ter sido passada muito rápida no sonho). Só fiquei espantada em sonhar com ela. Justo ela!

Aí é que vem a parte da pulga atrás da orelha: no meu cochilo pós-café, sonhei com a filha dela. Sonhei que eu estava falando tudo o que a mãe dela havia falado para mim no sonho anterior. TU-DO. Não é muito louco isso?



Escrito por Ana Paula Mathias às 14h30
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DICIONÁRIO MASCULINO

Frase - Estou com fome
Tradução - Estou com fome

Frase - Estou com sono
Tradução - Estou com sono

Frase - Estou cansado
Tradução - Estou cansado

Frase - Quer ir ao cinema?
Tradução - Gostaria de transar?

Frase - Posso te levar para jantar?
Tradução - Gostaria de transar?

Frase - Posso te ligar?
Tradução - Gostaria de transar?

Frase - Quer dançar comigo?
Tradução - Gostaria de transar?

Frase - Bonito vestido!
Tradução - Que decote! Gostaria de transar?

Frase - Você parece tensa, deixe-me fazer uma massagem
Tradução - Gostaria de transar?

Frase - Estou chateado
Tradução - Quer transar?

Frase - Eu te amo
Tradução - Quero transar agora

Frase - Vamos conversar
Tradução - Estou querendo mostrar como sou uma pessoa sensível e, por isso, talvez você queira transar comigo

Frase - Quer casar comigo?
Tradução - Não quero que você transe com outros

Frase - Gostei mais desse
Tradução - Pegue qualquer vestido e vamos transar logo



Escrito por Ana Paula Mathias às 09h58
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E depois dizem que mulheres não têm sentimentos. Melhor desacreditar desse tipo de homem...rs.

 

DICIONÁRIO FEMININO

Frase - Sim
Tradução - Não

Frase - Não
Tradução - Sim

Frase - Não sei
Tradução - Sim

Frase - Talvez
Tradução - Não

Frase - Sinto muito
Tradução - Vai ser como eu quero

Frase - Nós queremos
Tradução - EU quero

Frase - Faça como quiser
Tradução - Você vai pagar muito caro por isso

Frase - Precisamos conversar
Tradução - Quero me queixar de você

Frase - Vá em frente

Tradução - Não quero que você vá

Frase - Não estou chateada
Tradução - Lógico que eu estou chateada

Frase - Seja romântico, apague as luzes
Tradução - Estou me sentindo gorda

Frase -  Esta cozinha é meio desajeitada
Tradução - Quero uma casa nova

Frase - Quanto que você me ama?
Frase - Eu fiz algo de que você não vai gostar de saber

Frase - Estarei pronta em um minuto
Tradução - Tire os sapatos, escolha um canal de TV e relaxe

Frase - Estou gorda?
Tradução - Diga que eu estou bonita

Frase - Você precisa aprender a se comunicar
Tradução - Concorde sempre comigo

Frase - Não estou gritando!
Tradução - Estou berrando!



Escrito por Ana Paula Mathias às 09h38
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BookCrossing

Aí eu soube a história do BookCrossing. Aí, veio à cabeça aquele filme ‘Corrente do Bem’ em que o ator pricipal é aquele menino que já atuou com o Bruce Willis e disse: “I see dead people”. O nome dele não me vem à memória agora.

Depois ouvi um comentário que isso é como se fosse plantar uma árvore. E, se você quiser participar, é só deixar um livro qualquer em algum lugar com um aviso. Sei lá, qualquer aviso que informe que aquele objeto não está perdido. Que ele só quer e precisa ser lido, coisa e tal. Só isso. Tal atividade não requer nenhum registro ou inscrição. Basta querer passar uma história bonita adiante.

Estou falando isso porque uma das tantas que conheço porque leio, deixou um livro do Paulo Francis (‘As filhas do segundo sexo’), entre as grades de um prédio de três andares. A sensação dela: espiã, caso alguém a visse colocando o livro lá. Aí, ela se sentiu em uma situação embaraçosa, de novo, se alguém a visse colocando o livro lá.



Escrito por Ana Paula Mathias às 08h54
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Ultimamente sou convidada para vários eventos. Acabei de receber o convite de um bem bacana que irá acontecer no Chácara Santa Cecília. É uma das vantagens de trabalhar na área de comunicação (a gente trabalha muuuuito, mas, se diverte bastante). Porque dá para ser VIP e, se o evento não estiver tão bom quanto o imaginado, eu vou embora sem dó. Sem dó de ter gasto, pelo menos, uns R$100,00 – detalhe: só de entrada.



Escrito por Ana Paula Mathias às 16h47
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Pró-atividade é uma merda!!!



Escrito por Ana Paula Mathias às 16h18
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Escrito por Ana Paula Mathias às 14h59
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‘O ANO DO PENSAMENTO MÁGICO’

 

Engraçado que esse livro veio a calhar. Há mais ou menos um mês – não sei bem ao certo – conheci um rapaz que disse exatamente aquilo que está escrito na capa desse livro:

“A vida muda rápido. A vida muda num instante. Você senta para jantar e a vida que você conhecia acaba de repente”.

É óbvio que ele não disse assim, com essas palavras. Mas, o que ele quis dizer é que a vida está aí e tem que ser aproveitada da melhor maneira. Pensar gasta muito tempo dela. Às vezes pensar tira todo o encantamento e magia que determinado momento poderia proporcionar. Concordo (aliás, acredito que isto seja uma das poucas coisas – senão a única - que eu concordo com esse rapaz que mencionei acima).

Esta leitura é um aprendizado de vida, ou seja, a partir da personagem, a gente cria uma certa noção de tempo e espaço e o quanto ambos são pequeninos em relação às expectativas que traçamos para nós e para os outros.

Joan, autora e personagem principal deste livro em especial, interna sua filha pouco antes do Natal, vítima do que parecia ser uma febre, o resultado transforma-se num choque séptico. Quando ela e o marido voltam da UTI no dia 30 de dezembro, seu marido sobre um infarto fulminante assim que os dois sentam para jantar.

Em um espaço de menos de 1 semana, a autora vê sua vida completamente mudada. Mas a mudança que não volta mais porque a morte é uma perda plena no plano material (sem contar que eu não sei exatamente qual a religião da família. Acredito que são católicos devido ao casamento dela com o marido e da filha com o genro. Creio que sejam mesmo pela descrição da missa que foi programada para o marido).

Me emocionei bastante com algumas expressões criadas entre família que ela cita. Todas as famílias são assim. A minha tem inúmeras expressões que só os Mathias entendem. E é por isso que cada uma delas são especiais a sua maneira.

 

Leia, aprenda, trabalhe em cima da coisa, consulte a literatura específica. Informação é controle.



Escrito por Ana Paula Mathias às 14h51
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O filme não é lá essa coisa, afinal de contas, Mr. Balboa já é um velhinho, dono de um restaurante de bairro, vive imerso num passado de anos e anos e chega junto de seus clientes para contar as histórias antigas (quase mumificadas) de suas lutas. A tela só nos faz encher de alegria quando começa a música tema de todos os filmes Rocky. Sem contar que, no sexto episódio, ele ainda tem fôlego para subir aquela escadaria imensa de Filadélfia - que nada mais é do que o Museu de Arte da Filadélfia.

Não sou cineasta. Muito menos entendedora do assunto. Eu classifico os filmes a partir de gosto ou não gosto; choro ou não choro; amo ou odeio; ou a partir do poder de identificação da história com a minha vida.

Rocky Balboa VI não tem nada a ver com a minha vida. Tem a ver com a minha infância (não esqueço a luta com Apollo). Tem a ver com um dos primeiros filmes “violentos” que meu pai permitiu que eu assistisse com tão pouca idade. Por isso, a música e aquela escadaria arrepiam o pêlo do braço. Por isso, continuo sendo fã de Rocky Balboa. Go Rocko, go!!!



Escrito por Ana Paula Mathias às 15h09
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"O amor com hora marcada"

Autor: Moacyr Scliar

Buscar na Web "Moacyr Scliar"

Quando: Folha de SP - 18/06/07

No começo aquilo parecia apenas o resultado de uma atitude prática, racional. Profissionais ambos, ele médico, ela advogada, e sempre às voltas, ambos, com uma agenda sobrecarregada, deram-se conta de que os encontros teriam de ocorrer em horários rigorosamente marcados. O que não deveria ser um obstáculo para a paixão que ambos sentiam, que parecia firme e duradoura. De fato, no começo foi assim. Encontravam-se em um hotel, no centro da cidade, em dia e hora previamente estabelecidos. O tempo que podiam passar juntos em geral não ultrapassava 45 minutos, aparentemente mais que suficientes. Mas então uma sutil mudança foi se operando nela. Mulher fogosa, continuava motivada pelo desejo; porém mostrava-se cada vez mais fixada no tempo, no controle do tempo. O relógio -um pequeno despertador que sistematicamente extraía da bolsa e colocava sobre a mesa de cabeceira- passou a mobilizar boa parte de sua atenção. Por cima do ombro nu do parceiro, olhava constantemente o mostrador, acompanhando a marcha implacável, porém fascinante, dos ponteiros. De início ele não se deu conta do que sucedia; mas então ela disse que precisavam organizar melhor a agenda do encontro, em função, claro, do pouco tempo de que dispunham. Mulher racional, extremamente prática e disciplinada, tinha uma proposta nesse sentido. Extraiu da bolsa uma folha de papel e pôs-se a ler o que se constituía num verdadeiro e esquemático regulamento do encontro. A primeira e fundamental condição era a pontualidade. Teriam de chegar ao hotel exatamente na hora prevista. O tempo para tirar a roupa seria de três minutos. Os cinco minutos seguintes seriam destinados a carícias prévias sem as quais (isto ela admitia, ainda que com relutância) o coito poderia se tornar muito brusco. Estavam previstos cinco beijos, cada um com a duração de 15 segundos; para palavras amorosas, seis minutos e assim por diante. O ato sexual propriamente dito duraria, isso de acordo com trabalhos especializados, 11 minutos. Depois, banho, vestir-se, sair -tudo cronometrado. Poderia funcionar bem. Mas em matéria de pontualidade ele não chegava aos pés dela. Inevitavelmente, e também por causa do consultório movimentado, atrasava-se, o que, inicialmente, ela aceitou: afinal, amavam-se. Mas quando os atrasos se tornaram constantes, ela começou a impor sanções: corte nas carícias prévias, diminuição do número de beijos. Acabaram rompendo. Ele agora tem uma nova namorada, menos fogosa, porém menos preocupada com o relógio. No último Dia dos Namorados, ela lhe deu de presente uma ampulheta, que ele conserva sobre a mesa do consultório. De vez em quando, fica a olhar a areia escorrendo, o que lhe provoca interessantes reflexões sobre a transitoriedade da existência.

Obs.:Marcar hora para transar pode contrariar a lógica do desejo, mas é mais comum do que parece. O sexo previamente agendado é o habitual para 41% dos chineses que participaram de um estudo que ouviu mais de 5.000 pessoas em 26 países. O Brasil está em segundo lugar na lista, com 12% dos entrevistados estipulando horário para a relação sexual.



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Escrito por Ana Paula Mathias às 10h47
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Hoje ele volta. Ai, ai...



Escrito por Ana Paula Mathias às 10h06
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‘Sou uma freak do amor. Uma psicopata’ – Fernanda Young.

Será que eu tenho alguma semelhança com esse discurso ou é simplesmente mera coincidência? Pára! É sério! Aliás, isso é bem sério!



Escrito por Ana Paula Mathias às 09h54
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Não, não. Não assisti ao desenho Sherek. Vou na quarta-feira com a DK e a minha sobrinha postiça. Muita coisa pra fazer nesse final de semana que passou. Foi tanta coisa que, quando parei, não conseguia respirar. Literalmente. Meu irmão foi correndo à drogaria comprar soro fisiológico e as gotinhas milagrosas de Berotec para que eu pudesse fazer inalação. Santo remédio! O ar começa a chegar melhor nos pulmões.

Um pouco dessa falta de ar foi por causa do Pânico na TV. Já falei e friso que eu detesto esses caras e, o tipo de trabalho que fazem para ganhar a vida, desprezo com todas as minhas forças. O fato é que eu morri de rir com o ‘Kit Relaxa e Goza’. O carioca (vestido de Ministra Marta Suplicy) foi ao aeroporto de Congonhas com seu filho ‘Chupla’ (rá, rá, rá... o cara sei-lá-quem-era imitou o Supla como ninguém!) fazer entregas desse tal kit. Tenho certeza que esse quadro tem o dedo inteligentíssimo da Rosana Hermann. Na seqüência, o programa mostrou um vídeo de três retardados que passaram atrás das câmeras da Rede Globo fazendo a dança do siri. Em rede nacional no Jornal Nacional. Assim, do nada! Na volta da matéria, a Sandra Annenberg estava vermelha por segurar a gargalhada. Pode? Não. Os caras são o próprio desequilíbrio da natureza; a personalidade desvirtuada dos menores de 18 anos e a falta de educação de mais da metade da sociedade brasileira. Adivinha o que irá acontecer com todas as matérias da Rede Globo? A vá! Você ainda tem alguma dúvida?

A outra parte da falta de ar é devido a abstinência de cigarros (3 dias sem fumar e agora é sério!). Li um blog a respeito de uma mulher que há 2 meses freqüenta reuniões para deixar de fumar (tipo alcoólicos anônimos) e ela diz que os 10 primeiros dias você tosse igual uma louca. Porque o seu corpo começa a limpar tudo de mal que o cigarro deixa grudado e a tosse é a expectoração de todo esse lixo. Agora eu vou!

 

P.S.: quando eu estava na inalação, minha mãe, ao lado, perguntou se eu precisava de alguma coisa. Sabe o que eu respondi?

- Eu preciso de um Kleenex. Você pode me trazer?

E eu juro que foi sem querer. Eu juro que eu não quis imitar a estátua de gesso Roberto Justus. Saiu assim. E eu me segurei para não rir de novo. Caso contrário, a falta de ar não melhoraria.



Escrito por Ana Paula Mathias às 09h02
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